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QUAL É A MARCA JAPONESA QUE JÁ CHEGOU AO FUTURO DAS FRALDAS

Desde 2011, a Unicharm já vende mais fraldas para idosos do que para bebês no Japão, um fenômeno que tende a se repetir em outros países

Em 2020, as lojas japonesas já estarão vendendo mais fraldas para adultos do que para bebês: é o que aponta o jornal Nikkei nesta quinta-feira, em informações reproduzidas pelo Huffington Post. Para a maior empresa do segmento, a Unicharm, a virada já aconteceu em 2011 e faz parte de uma estratégia de sucesso.A reviravolta não surpreende quem olha os números da população japonesa. O país tem cada vez menos bebês e cada vez mais idosos: mais de 24% dos habitantes tem 65 anos ou mais, a maior porcentagem do mundo. A taxa de nascimentos está entre as mais baixas do globo, e a expectativa de vida – de impressionantes 84,19 anos – só perde para Monaco e Macau, de acordo com dados do CIA World Factbook.




É neste cenário que o mercado de fraldas para adultos cresce de 6 a 10% ao ano e já chega a 1,4 bilhão de dólares. Apesar da dificuldade em fazer campanhas de marketing positivas, o produto tende a ser mais caro do que a fralda comum e dá margem a canais de venda direta para instituições como clínicas geriátricas e casas de repouso.

A Unicharm ficou atenta a este processo e investiu agressivamente para chegar primeiro em lugares onde a população está envelhecendo rapidamente, como a China, onde ela abriu sua quinta fábrica no ano passado. No Brasil, a empresa anunciou no ano passado a construção de uma fábrica em Jaguariúna, em São Paulo.


Desde 2008, as vendas da Unicharm aumentaram 47% globalmente e chegaram a 4,9 bilhões de dólares no último ano fiscal. As ações subiram 23,6% só nos últimos 12 meses, segundo a Bloomberg.

http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/quem-e-a-marca-japonesa-que-ja-chegou-ao-futuro-das-fraldas

 

ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÅO EXIGE MUDANÇAS NOS PRODUTOS

Segundo pesquisa da A. T. Kearney, setores de varejo e serviços são os mais afetados pelo envelhecimento da população
 
Estamos ficando mais velhos. Não só porque o tempo passa para todos, mas principalmente porque estamos mais saudáveis e temos menos filhos. Não por acaso, a expectativa de vida da população em geral vem aumentando.

Isso é o que a A.T. Kearney intitulou de Agequake (ou terremoto demográfico, em tradução livre para o português) no estudo “Compreendendo as necessidades e consequências do envelhecimento do consumidor”, divulgado nesta quarta-feira. Com um mercado de consumo e serviços adaptado aos mais novos, empresas de diversos setores precisaram se repaginar para atingir esse novo público de terceira idade.

Mesmo que as adaptações sejam muito mais urgentes nos países mais desenvolvidos, no Brasil a idade já bate à porta. Em 35 anos, o mundo deverá ter mais pessoas com mais de 60 anos que menores de 15. No Brasil, essa inflexão é esperada já em meados de 2030.

Os principais setores afetados serão os de serviços e de bens de consumo, com destaque para os alimentos e cuidados pessoais. “As empresas vão ter de entender que o público idoso não será mais uma minoria”, afirma Carlos Higo, diretor da A.T. Kearney.

O brasileiro já larga com uma vantagem frente ao processo de envelhecimento da população nos países desenvolvidos. Uma vez que em países como Alemanha, França e Espanha esse processo já esta em estágio mais avançado, é possível trazer as experiências das empresas de lá, que já readaptaram sua forma de produzir e criar produtos.

Enriquecimento

A pesquisa aponta um enriquecimento da população idosa. Por exemplo, nos Estados Unidos os ativos financeiros de maiores de 50 anos respondem por 80% deste mercado. No ano passado, gastaram US$ 17 bilhões a mais em carros que os mais jovens, abaixo de 50 anos.
“Estamos assistindo a uma população idosa se desenvolver com melhore no poder aquisitivo”, diz Higo. A expectativa é que já em 2020, os idosos representem 15,4% do consumo nacional – em 2005 essa participação era de 9,7%.

Comportamento


O segundo viés de mudança está no comportamento. Ao contrário dos jovens, que têm larga disposição para sair, conduz carros e vive o cotidiano de forma independente, os mais velhos tendem a aumentar o uso do e-commerce.

“O brasileiro já gosta de tecnologia e é muito adeptos das compras pela internet”, diz Pietro Gandolfi, diretor da A.T. Kearney. Ao contrário do que têm sido visto, a próxima geração de idosos já viveu boa parte da idade ativa dentro do ambiente tecnológico, o que deve facilitar esse acesso. “O hábito de usar a tecnologia vai continuar com a geração”, afirma.

 

EVELHECIMENTO DA POPULAÇAO EXIGE MUDANÇA NOS PRODUTOS

Segundo pesquisa da A. T. Kearney, setores de varejo e serviços são os mais afetados pelo envelhecimento da população
Idosos deixarão de ser minoria no país em 2030, segundo pesquisa da A.T. Kearney

Estamos ficando mais velhos. Não só porque o tempo passa para todos, mas principalmente porque estamos mais saudáveis e temos menos filhos. Não por acaso, a expectativa de vida da população em geral vem aumentando.

Isso é o que a A.T. Kearney intitulou de Agequake (ou terremoto demográfico, em tradução livre para o português) no estudo “Compreendendo as necessidades e consequências do envelhecimento do consumidor”, divulgado nesta quarta-feira. Com um mercado de consumo e serviços adaptado aos mais novos, empresas de diversos setores precisaram se repaginar para atingir esse novo público de terceira idade.

Mesmo que as adaptações sejam muito mais urgentes nos países mais desenvolvidos, no Brasil a idade já bate à porta. Em 35 anos, o mundo deverá ter mais pessoas com mais de 60 anos que menores de 15. No Brasil, essa inflexão é esperada já em meados de 2030.

Os principais setores afetados serão os de serviços e de bens de consumo, com destaque para os alimentos e cuidados pessoais. “As empresas vão ter de entender que o público idoso não será mais uma minoria”, afirma Carlos Higo, diretor da A.T. Kearney.

O brasileiro já larga com uma vantagem frente ao processo de envelhecimento da população nos países desenvolvidos. Uma vez que em países como Alemanha, França e Espanha esse processo já esta em estágio mais avançado, é possível trazer as experiências das empresas de lá, que já readaptaram sua forma de produzir e criar produtos.

Enriquecimento

A pesquisa aponta um enriquecimento da população idosa. Por exemplo, nos Estados Unidos os ativos financeiros de maiores de 50 anos respondem por 80% deste mercado. No ano passado, gastaram US$ 17 bilhões a mais em carros que os mais jovens, abaixo de 50 anos.

“Estamos assistindo a uma população idosa se desenvolver com melhore no poder aquisitivo”, diz Higo. A expectativa é que já em 2020, os idosos representem 15,4% do consumo nacional – em 2005 essa participação era de 9,7%.

Comportamento


O segundo viés de mudança está no comportamento. Ao contrário dos jovens, que têm larga disposição para sair, conduz carros e vive o cotidiano de forma independente, os mais velhos tendem a aumentar o uso do e-commerce.

“O brasileiro já gosta de tecnologia e é muito adeptos das compras pela internet”, diz Pietro Gandolfi, diretor da A.T. Kearney. Ao contrário do que têm sido visto, a próxima geração de idosos já viveu boa parte da idade ativa dentro do ambiente tecnológico, o que deve facilitar esse acesso. “O hábito de usar a tecnologia vai continuar com a geração”, afirma. 


Fonte:http://exame.abril.com.br/gestao/noticias/empresas-terao-de-se-adaptar-a-publico-idoso